domingo, 20 de setembro de 2009

Tenentismo

Movimento fortalecido por militares durante os últimos anos da República Velha.
No momento em que surgiu o levante dos militares, a inconformidade das classes médias urbanas contra os desmandos presentes na cultura política do país se expressava.
Junto, o tenentismo era claro, sobre o processo de diluição da hegemonia dos grupos políticos vinculados ao meio rural brasileiro.

Os militares mostraram preferências às tendências políticas republicanas liberais.
Entre outros pontos, reivindicavam uma reforma sobre leis, capaz de trazer critérios mais justos á política nacional.

Exigiam que o processo eleitoral fosse feito com o uso do voto secreto e criticavam os fraude e corrupção na eleição. Além disso, eram favoráveis à liberdade dos meios de comunicação, ordenavam que o poder Executivo tivesse suas atribuições restringidas, maior autonomia às autoridades judiciais e a moralização dos representantes que compunham as cadeiras do Poder Legislativo.

Contudo, todo esse discurso moralizador vinha acompanhado com a opinião de alguns oficiais que defendiam a presença de um poder forte, centralizado e comprometido com mal definidas “necessidades da nação brasileira”. As primeiras manifestações militares aconteceram nas eleições de 1922. Aproveitando a dissidência de algumas oligarquias estaduais, os tenentes apoiaram a candidatura de Nilo Peçanha em oposição ao mineiro Arthur Bernardes, politicamente comprometido com as demandas dos grandes cafeicultores. Nesse momento, a falta de unidade política dos militares enfraqueceu essa primeira manifestação conhecida como “Reação Republicana”.

Durante as eleições a tensão entre os militares e o governo aumentou quando críticas contra os militares, falsamente atribuídas a Arthur Bernardes, foram veiculadas nos jornais. Com a vitória eleitoral das oligarquias, a primeira manifestação tenentista veio à tona com uma série de levantes militares que ficaram marcados pelo episódio dos “18 do Forte de Copacabana”, ocorrido no Rio de Janeiro, em julho de 1922.

Nos dois anos seguintes, duas novas revoltas militares, uma no Rio Grande do Sul (1923) e outra em São Paulo (1924), mostrou que a presença dos tenentistas no cenário político se reafirmava.

Após terem suas pretensões abafadas pelas forças fiéis ao governo, esses dois grupos se juntaram para a formação de uma guerrilha conhecida como Coluna Prestes (1925 e 1927).
A falta de apelo entre os setores mais populares, e as grandes perseguições acabaram dispersando esse movimento. Luís Carlos Prestes, notando a falta de um conteúdo ideológico mais consistente à causa militar, resolveu aproximar-se das concepções políticas do Partido Comunista Brasileiro. Em 1931, o líder da Coluna mudou-se para a União Soviética, voltando para o país somente quatro anos mais tarde.


Grupo: Ana Paula Maiato, e Juan Carlos - 9° ano

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Tenentismo

Tenentismo

Tenentismo é o nome dado ao movimento político-militar, rebeliões feitas por oficiais de baixa patente do exercito brasileiro nas décadas de 1920 e 1930, período conhecido como República das Oligarquias.



Revolta dos 18 do Forte de Copacabana


Levantes Tenentistas (1922 e 1924)


Em 1922,os tenentes do forte de Copacabana se rebelaram contra Epitácio Pessoa,atacando com canhões o palácio do governo. Com isso ele pretendiam derrubar com todas as forças o presidente.um hidro avião naval ajudou no bombardeio realizado no forte.No dia seguinte um grupo de tenentistas saíram do forte decidindo enfrentas as tropas do governo na rua!Foi um massacre e somente 2 sobreviveram!em 1923 muitos militares foram condenados a prisão.
Mas os tenentes não desistiram,e prepararam um novo levante buscando a falta de corrupção,e reformas como a eleição de um assembléia constituinte,voto secreto,e proibição reeleições.quem liderou a revolta foi o general Isidoro Dias Lopes,com o apoio de Miguel costa.


A 5 de julho de 1924 estourou a "revolução do Isidoro"levante tenentista onde durante 3 semanas a cidade sofreu violentos ataques revoltosos e das forças do governo.Muitos bairros ficaram em Ruínas e pessoas morreram.
Na noite de 27 de julho as tropas de Isidoro abandonaram São Paulo,rumo a Foz do Iguaçu a proposta de seguirem lutando

a repressão movida pelo presidente Artur Bernardes enérgica.muitas pessoas foram presas incluindo tenentes ,anarquistas,comunistas,e sindicalistas que foram enviados para ilhas de trindade,Grande Fernando de Noronha,transformadas em presídios, mas o movimento tenentista não estava inteiramente acabado



A coluna Prestes:O tenentismo em Marcha

1924 fim da revolta tenentista>
o encontro das duas forças Coluna Prestes tem certa de 10500 homens!essa coluna tinha o objetivo de as idéias tenentistas e derrubar o governo.Passou por 15 estados percorrendo cerca de 25.000 km em quase 2 anos de marcha.
A perseguição a coluna prestes atravessou os governos Artur Bernardes e deu seu sucessor,Washington Luís.Contra ela foram enviadas tropas militares ,batalhões e etc..A coluna venceu todos os combates.os rebeldes tomaram muitas cidades mas logo as abandonaram para não causar confrontos com as tropas do governo!
Os tenentes queimavam livros de impostos e destruíam documentos de usados pela polícia..o povo do interior tinha um pensamento confuso em relação a admiração e medo em relação a esses homens,a maioria dos tenentes temiam em perder o controle da situação,e por isso não aceitavam o recrutamento e o armamento do povo.
As classes média tinham admiração e respeito em relação a Luís Carlos e o viam prestes como um herói.
Em 1927 Luís e seus integrantes se exilaram na Bolívia,no Paraguai,e na Argentina.O que desviou o caminho dos tenentes a partir de então.Luiz Carlos Prestes por exemplo tornou-se comunista.


Tenentistas derrotados em Catanduva, PR.


Principais Fontes:
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/tenentismo.htm
Livro de história: História em documento (8ª serie/ 9º ano)


Grupo: Matheus e Thaisy.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Pancho Villa

Jovem Villa.

Biografia

Doroteo Arango nasce em Durango e vive até os 16 anos como trabalhador rural. Com essa idade, é acusado de matar um fazendeiro que atacara sua irmã e para fugir das perseguições da justiça, se alista no exército mexicano. Como chefe de guarnição, em 1910, apoia Francisco Madero no combate a ditadura controlada por Porfirio Díaz.

Um ano após, no mês de Maio, Pancho é exilado e Madero assume o governo.

Em 1912, o general Victoriano Huerta, que deporia e substituiria Francisco Madero, condena Pancho Villa à morte por insubordinação.

Ele consegue se refugiar para os Estados Unidos com a ajuda de Madero. Após a morte de Madero e a instauração de uma ditadura no México por Huerta, Pancho Villa retorna ao México para integrar as forças de Venustiano Carranza, opositor do ditador.

Com seu pessoal espalhado por todo o México, Pancho Villa, Venustiano Carranza, Álvaro Obregón e Emiliano Zapata unem-se num exército que combatia a ditadura em uma guerra civil.

Pancho recebe o comando da cavalaria com mais de 40 mil homens, que foi decisivo para derrubar o regime de Huerta. Carranza assume o poder, mas Pancho Villa retorna a luta armada, após ter se desentendido com o novo governante.

Pouco a pouco Villa foi-se convertendo de novo em um guerrilheiro e suas atividades se limitaram cada vez mais pela escassez de armas. Assim se manteve de 1917 a 1920, salvo um período de reaparição, quando Felipe Ángeles voltou ao país para lutar ao lado de Francisco Villa. Adolfo de la Huerta, ao assumir a presidência interina do país como fruto do movimento de Agua Prieta, geriu a rendição de Francisco Villa. Em 26 de junho de 1920, Villa assinou os convênios de Sabinas, obrigando-se a depor as armas e a retirar-se na fazenda de Canutillo, Durango, que o governo lhe concedeu em propriedade por serviços prestados pela revolução

Assim, Pancho controla o norte do país. O governo mexicano convoca uma força expedicionária norteamericana para capturar o revolucionário, mas Pancho escapa. Com a deposição de Venustiano Carranza, Pancho se torna fazendeiro no interior do país.

A partir de 1920, Villa dedicou-se a administrar a fazenda de Canutillo. Desde então começou sistematicamente a recuperar os tesouros que tinha ocultado em diversos esconderijos (o mito popular é que juntou tudo numa cova oculta na Sierra Madre). Villa fazia excursões solitárias à montanha, às vezes durante vários dias. Entretanto, Álvaro Obregón foi eleito presidente do México. Quando o novo presidente Obregón consolidou a sua posição, alguns planos para livrar-se de Pancho Villa foram tolerados ou abertamente promovidos pelo governo e ante o temor de que Francisco Villa novamente levantasse em armas durante a Rebelião delahuertista, decide matá-lo.

Ele se casa várias vezes, tendo filhos com oito mulheres.

Morte de Villa

Mediante uma emboscada organizada pela polícia secreta e pelos pistoleiros a soldo de familiares de antigas vítimas de Villa, foi assassinado a tiro o famoso bandolero transformado em general revolucionário. Era a tarde do dia 20 de julho de 1923, quando Pancho Villa morreu no seu automóvel, atingido por 47 balas de pistola quando se dirigia a uma festa familiar.


O Carro em que Villa foi assasinado


E Estrelando Pancho Villa


É o filme que como o revolucionário mexicano Pancho Villa permitiu que uma equipe de Hollywood filmasse suas batalhas, alterando assim o curso da história do cinema e das guerras. A aventura começa quando os gigantes da aurora do cinema D.W. Griffith (Colm Feore) e Harry Aiken (Jim Broadbent) enviam o jovem executivo Frank Thayer (Eion Bailey) ao México. O objetivo: comprar diretamente de Pancho Villa os direitos para filmar sua revolução. E ele aceita. Em meio ao fogo-cruzado, a equipe de Thayer arrisca sua vida nessa mistura de ficção e realidade. Depois de muitas façanhas - entre elas continuar vivos -, Thayer e equipe conseguem fazer seu filme. Apesar da campanha contra Villa nos principais meios de comunicação norte-americanos, "A Vida de General Villa" é aclamado nos EUA. O filme altera a opinião pública e prova que "a lente é mais poderosa que a espada". Mas apenas Thayer sabe que há mais sobre Villa do que o que foi para as telas. E conviver com a verdade não tem sido fácil.


Fontes: http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=19080

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pancho_Villa

http://www.vidasdefuego.com/biografia-pancho-francisco-villa.htm