Tenentismo
Movimento fortalecido por militares durante os últimos anos da República Velha.
No momento em que surgiu o levante dos militares, a inconformidade das classes médias urbanas contra os desmandos presentes na cultura política do país se expressava.
Junto, o tenentismo era claro, sobre o processo de diluição da hegemonia dos grupos políticos vinculados ao meio rural brasileiro.
Os militares mostraram preferências às tendências políticas republicanas liberais.
Entre outros pontos, reivindicavam uma reforma sobre leis, capaz de trazer critérios mais justos á política nacional.
Exigiam que o processo eleitoral fosse feito com o uso do voto secreto e criticavam os fraude e corrupção na eleição. Além disso, eram favoráveis à liberdade dos meios de comunicação, ordenavam que o poder Executivo tivesse suas atribuições restringidas, maior autonomia às autoridades judiciais e a moralização dos representantes que compunham as cadeiras do Poder Legislativo.
Contudo, todo esse discurso moralizador vinha acompanhado com a opinião de alguns oficiais que defendiam a presença de um poder forte, centralizado e comprometido com mal definidas “necessidades da nação brasileira”. As primeiras manifestações militares aconteceram nas eleições de 1922. Aproveitando a dissidência de algumas oligarquias estaduais, os tenentes apoiaram a candidatura de Nilo Peçanha em oposição ao mineiro Arthur Bernardes, politicamente comprometido com as demandas dos grandes cafeicultores. Nesse momento, a falta de unidade política dos militares enfraqueceu essa primeira manifestação conhecida como “Reação Republicana”.
Durante as eleições a tensão entre os militares e o governo aumentou quando críticas contra os militares, falsamente atribuídas a Arthur Bernardes, foram veiculadas nos jornais. Com a vitória eleitoral das oligarquias, a primeira manifestação tenentista veio à tona com uma série de levantes militares que ficaram marcados pelo episódio dos “18 do Forte de Copacabana”, ocorrido no Rio de Janeiro, em julho de 1922.
Nos dois anos seguintes, duas novas revoltas militares, uma no Rio Grande do Sul (1923) e outra em São Paulo (1924), mostrou que a presença dos tenentistas no cenário político se reafirmava.
Após terem suas pretensões abafadas pelas forças fiéis ao governo, esses dois grupos se juntaram para a formação de uma guerrilha conhecida como Coluna Prestes (1925 e 1927).
A falta de apelo entre os setores mais populares, e as grandes perseguições acabaram dispersando esse movimento. Luís Carlos Prestes, notando a falta de um conteúdo ideológico mais consistente à causa militar, resolveu aproximar-se das concepções políticas do Partido Comunista Brasileiro. Em 1931, o líder da Coluna mudou-se para a União Soviética, voltando para o país somente quatro anos mais tarde.
Grupo: Ana Paula Maiato, e Juan Carlos - 9° ano


